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«Estava-se em Maio de 1924. Portugal atravessava uma grave
crise económica.
Nessa altura era Chefe do Governo o advogado e oficial do Exército
Álvaro Xavier de Castro, oriundo do Fundão»....,
que levou «a cabo o saneamento das finanças públicas,
mediante um apertado controlo do Orçamento de Estado e o
consequente agravamento dos impostos.
Na sequência desta medida, os comerciantes do Fundão
apercebem-se das injustiças e arbitrariedades de que são
vítimas, no lançamento da "Taxa Industrial Complementar",
referente ao ano económico de 1922/23, e procuram sanar as
irregularidades cometidas pela "Comissão Informadora".
O exagero na avaliação dos rendimentos - de acordo,
certamente, com instruções emitidas pelas entidades
superiores- era de tal ordem que criaria uma grave crise no Comércio
Local.
Foi esta situação que, consciencializou os comerciantes
fundanenses para a necessidade da criação de uma associação
de classe.
De imediato, essa ideia toma forma e o processo é desencadeado.
O Alvará promulgado pelo Presidente da República Manuel
Teixeira Gomes, levando também a assinatura do Ministro do
Trabalho e Previdência Social João de Deus Ramos, aprovando
os estatutos que constavam de nove capítulos e trinta e cinco
artigos com que se pretende constituir uma associação
de classe com a denominação de Associação
Comercial e Industrial do Fundão (Associação
de Classe), o Alvará tem a data de 28 de Novembro de 1924.(...)»(1)
Por Alvará de 31 de Março de 1941 do Sub-Secretário
de Estado das Corporações e Previdência Social,
foi consagrada a transformação da Associação
em Grémio do Concelho do Fundão, designação
e estruturas que manteve até ao reordenamento institucional
do após 25 de Abril de 1974.
Não obstante, integrado no regime corporativo e restrito
ao sector do Comércio pela nova denominação,
o Grémio do Comércio do Concelho do Fundão
foi sempre tribuna para comerciantes e industriais, assento para
as mais diversas iniciativas do interesse dos empresários
do Concelho.
Por nova transformação de estatutos, a 28 de Junho
de 1977, volta à forma de Associação Comercial
e Industrial do Concelho do Fundão, com expressa profissão
estatutária de "objectivos de utilidade pública,
não tendo quaisquer fins lucrativos ou partidários".
A Associação Comercial e Industrial do Concelho do
Fundão, actualmente com cerca de 1100 Associados é
a associação patronal mais representativa no Concelho,
constituindo uma poderosa instituição de organização
e defesa de comerciantes e industriais.
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